Quem se candidata a um projecto de I&D, por exemplo do QREN, tendo como objectivo financiar a investigação e em alguns casos transferir para a indústria a sua tecnologia, que se prepare para um calvário de burocracias no momento que precisa de solicitar ao QREN o pagamento da primeira tranche. Burocracias para as quais terá muito pouco apoio. De tal forma é essa burocracia que será provável que nunca mais se candidate. Como ajudam os Serviços a responder a essa burocracia? Na Divisão Financeira, o núcleo de projectos é constituída por duas ou três pessoas, e talvez por isso, limitam-se a enviar os documentos comprovantes das despesas para o investigador copiar os valores nesses documentos e inseri-los no formulário on-line. É um processo que demora muito tempo, principalmente porque um investigador não é um administrativo nem é o seu objectivo na Universidade. Um dos argumentos mais caricatos utilizados pelos serviços é de que não conseguem aceder ao formulário on-line da candidatura dentro da UM, por isso tem que ser o investigador a fazê-lo. O funcionário até sugere que pode aceder ao formulário e verificar o que já foi inserido pelo investigador...em casa. Tem até uma atitude de improviso na sua impossibilidade de o fazer no serviço. Até que preencher o dito formulário não causaria grande "stress" para quem tem uma estrutura montada com vários projectos a decorrer, e com uma pessoa contratada só para esse fim. Mas para aqueles que não têm? É para esses que me dirijo: não o façam sem primeiro terem condições por parte da UM para o fazer. Eu já não tenho intenção de o fazer a não ser que as coisas mudem muito. A UM além dos overheads que recebe diretamente do projecto, tem o seu próprio orçamento que vai quase todo para salários. Tanto as overheads como os salários devem ter uma parte reservada para auxiliar o investigador. Sem um investimento nesta área não há estratégia para a captação de receitas que mereça esse nome.
Outra questão é a da atitude dos serviços. A palavra "serviço" não é entendida como tal por estes serviços de apoio aos projectos. A hierarquia destes serviços tem uma função importantíssima e não deve ser recrutada sem ter um perfil de empatia e mútuo esforço para com os investigadores. Afinal devem ter todos os mesmos objectivos, captar receitas. Já lá vai o tempo em que os funcionários, dirigentes ou não, tinham uma função de fazer os mínimos, sem objectivos de sustentabilidade dos seus próprios serviços. Nos tempos que correm, se por acaso não mudarem, podem correr o risco de serem extintos e de a Universidade recrutar pessoal de fora para fazer o seu trabalho. Esses, que precisam de agradar senão perdem o contrato e porventura o emprego, terão certamente outra atitude..e ao menos podem acede a formulários on-line.
Prálem d'Azurém
Sábado, Janeiro 28, 2012
Quarta-feira, Janeiro 25, 2012
A estratégia para a universidade em duas palavras
A melhor estratégia costuma ser a mais simples. Normalmente se queremos mudar tudo não mudamos nada. Existe por exemplo a "elevator pitch presentation", que obriga um empreendedor a apresentar a sua estratégia no espaço de tempo que leva num elevador com investidor, e convencê-lo! Os académicos têm um problema: complicam tudo. Por isso se brinca com o "princípio de Peter": um bom investigador quando é promovido para um cargo de gestão, passa a ser um péssimo gestor. Por isso estamos como estamos. Cursos a mais, matéria a mais, horas a mais, trabalhos a mais, e o que realmente interessa, o sumo, esse fica de fora. Compram-se as laranjas, comem-se as cascas e deita-se o sumo fora. Veja-se o exemplo anglo-saxónico. Cursos com poucas disciplinas, todas elas viradas para a especialização e o resto que aprendam fora da Universidade no seu próprio tempo. Aliás, com o advento da net e sobretudo da wikepedia e das enciclopédias on-line, cada vez se justifica menos dar aulas sobre assuntos gerais, assuntos que qualquer estudande pode descobrir numa pesquisa rápida e se tiver interesse. Nas engenharias por exemplo, onde é tão importante "saber fazer", ainda havia os Mestrados e Doutoramentos para os alunos se especializarem. Agora temos os Mestrados Integrados que têm teses baseadas em pesquisa de um a dois semestres e programas doutorais em que se dão aulas de metodologias da investigação (?) e outras disciplinas de encher, que não servem para mais do que dar uma horas a alguns departamentos que precisam. Como se um aluno que viesse de um Mestrado já não soubesse fazer a pesquisa científica, que também está muito facilitada com a biblioteca on-line. São precisas 30 a 60 horas para ensinar a fazer esta pesquisa? Ora..ora. Enfim, temos déspotas á frente dos cursos que zelam pelo cumprimento do supéfluo, e esquecem-se do mais importante, que é o tema do curso. Muitas vezes até o nome do curso é confuso para o empresário que os vai empregar como engenheiros. Por exemplo, gestão industrial, engenharia biomédica. Outros são tão antiquados que até dá sono: engenharia têxtil, engenharia mecânica, por exemplo. São o quê estes engenheiros, tecelões e serralheiros? É o que parece pelo título.
Enfim, ou somos objectivos e claros, ou cada vez somos menos relevantes para a sociedade.
Enfim, ou somos objectivos e claros, ou cada vez somos menos relevantes para a sociedade.
Sábado, Janeiro 07, 2012
O desemprego na população jovem licenciada
Vamos entrar num ano que todos prevêem complicado. No entanto é nas alturas de crise que a solidariedade entre os homens e mulheres é maior. E é necessário que a solidariedade esteja presente nas acções que se adivinham de rotura na sociedade: desemprego, despejos, falências, dificuldade de acesso aos cuidados primários, etc. A começar pelo desemprego, é dramático o que está a suceder aos jovens, por exemplo. Estima-se que o desemprego entre os jovens possa atingir os 50%. A maior falta de solidariedade para com eles é dizer-lhes que emigrem. Só quem nunca esteve "lá fora" é que pode sugerir com tanta leviandade essa solução. É dramático o desenraizamento que esses jovens sofrem quando emigram. Mesmo os casos de sucesso escondem muitas vezes situações de solidão e de problemas de integração nas sociedades para onde foram. Muito mais adequado seria de promover estágios profissionais para esses jovens, tal como o anterior governo fez; embora só mil jovens eram seleccionados o que era manifestamento pouco. Outras soluções que ainda estão a vigorar, por enquanto, serão os estágios profissionais remunerados. É uma forma de integração no meio empresarial que deve ser estimulada e por razões que me escapam este programa está parado (ou quase). A austeridade não pode parar o desenvolvimento do País e sem o envolvimento dos jovens o futuro está comprometido. O ensino público sofreu com este governo, supostamente por imposição da troika, cortes como nunca sofreu. No entanto continuam os subsídios para os colégios privados. Na Universidade os cortes também são severos, na ordem dos 10%. As exportações aumentam mas os emprego não. Chamam-lhe produtividade, mas é mais do mesmo, baixos salários, longas horas de trabalho. Com este cenário se não houver solidariedade para com os desempregados teremos em breve um grande problema social. Os Mestrados deviam ser uma escapatória para o desemprego dos licenciados devendo ser por isso subsidiados. Em vez disso subsidiam-se as Associações de estudantes, para as suas festas e outras actividades. O tempo de festas acabou, e o dinheiro não abunda por isso é tão importante aplicá-lo com parcimónia e onde ele é necessário. Dos Mestrados podem sair alunos mais bem preparados para o mercado de emprego e que sirvam de impulso à inovação e crescimento das nossas empresas.
Sexta-feira, Dezembro 30, 2011
2011- Um ano de transição
O ano de 2011 que muito prometeu em matéria de alterações, nomeadamente à passagem a Fundação, afinal não teve grandes alterações ao estatuto existente, em grande parte devido à mudança de governo. Para animação da Academia, houve episódios caricatos, como o dos e-mails dos gelados e outros mais incómodos como o das multas da biblioteca, assunto que encerrou o ano com um abaixo-assinado de utentes revoltados. Houve progressos no que respeita a consultas à UM e por proposta do CG e aceitação do reitor, foram formados grupos de reflexão para pensar na estratégia para o futuro da UM. Quem se deu ao incómodo de ler alguns desses trabalhos que foram divulgados, nomeadamente o da Escola de Engenharia, deu-se conta de que uma das propostas seria o de extinguir os centros com classificação de "apenas" BOM. Como de costume isto não causou qualquer apreensão, pelo menos por escrito, da Academia. Fica-se com a sensação que mesmo a formação de grupos não foi entusiástica, sendo até de difícil concretização. Este mal que afecta a Academia, a indiferença, continuou pelo ano fora, e só se prevê que se altere quando as medidas que se adivinham começarem a ter efeito. Serão medidas que irão no sentido de se economizar e isso pode significar em última instância em desemprego para alguns. Já se foram, sem grande publicidade, alguns leitores, por terem um vínculo mais fraco à entidade empregadora, neste caso a UM. A alternativa de se fazerem cortes horizontais nas percentagens dos professores convidados, sempre foi uma alternativa, por estes também terem um contrato sem garantias. Mas uma vez esgotadas estas vias de cortes na despesa, quem se seguirá? O RJIES aparentemente não permite que se despeça ninguém com nomeação definitiva, uma vez que os contratos são por tempo indeterminado, embora uns tenham "tenure" e outros não, não se percebendo muito bem a diferença.
Há por outro lado a hipótese de pessoas de fora ingressarem na UM via concursos para lugares do quadro (professores Associados e Catedráticos)o que faz com que seja ainda maior a despesa com salários. Onde vai a UM buscar dinheiro? Estima-se que o corte para o ensino superior tenha sido na ordem dos 10%. Já se veio acrescentar recentemente como imperativo da troika, que é necessário cortar no ensino superior mais 360 milhões. Onde se corta? Quando se consulta, uma das razões perversas, embora as intenções sejam boas, é a dos responsáveis não quererem tomar decisões impopulares sozinhos. E quando se pergunta como cortar nas despesas o que é que se responde? Para cortar é necessário obviamente cortar em pessoal, porque no resto já não há por onde cortar. Se esse é o caminho, esperamos que o reitor e CG vejam onde estão as gorduras em pessoal, incluindo os Serviços, e não só em pessoal docente, e façam-no duma maneira que não sejam sempre os mesmos a pagar, ou seja, aqueles que não têm padrinhos nos vários órgãos e unidades da UM.
Seria ótimo que não fosse necessário chegar a este ponto, mas para isso, seria necessário que mais alunos entrassem, o que não é provável, dada a escassez de jovens a distribuir por todas as Universidades. Além disso, os jovens na contextura actual pensam noutras opções, tais como emigrar ou arranjar emprego primeiro para só depois ingressar no ensino superior.
Outra hipótese é a de conseguir mais receitas com projectos e serviços para o exterior. No entanto, também se sabe que cada vez e mais difícil conseguir aprovação de projetos, porque a I&D também sofreu cortes. Os serviços para o exterior são difíceis de conseguir num contexto de crise, mesmo que os professores tivessem vocação para tal, o que não é o caso, salvo algumas excepções.
No antigo ECDU, quem não fizesse doutoramento tinha que sair. Havia sempre maneira de dar a volta, ou por passagem temporária a convidado, para depois ingressar novamente, ou por outra formas de aproveitamento de buracos na lei. A nomeação definitiva era algo que era praticamente automática. Com o RJIES procurou-se por alguma relevância na nomeação definitiva, mas em última instância cabe ainda aos professores catedráticos o ónus de dar um parecer positivo ou não o candidato. É uma responsabilidade muito grande para alguém que não tem necessariament funções diretivas, seja no departamento, seja no Centro de Investigação. Felizmente para a maioria dos professores, esta situação não se coloca porque já tinham passado antes da entrada em vigor do RJIES, uma vez que a UM já não é uma Universidade nova (ao contrário do que muitos ainda pensam).
Numa análise simplista, o RAD foi feito para permitir distinguir aqueles que merecem passar de escalão em primeiro lugar. Mas também prevê penalizar quem não atinge os mínimos, podendo até colocá-los na Mobilidade, ou seja no desemprego a médio prazo. No entanto, se as promoções nos escalões por mérito estão congeladas, também não é previsível que os "despedimentos" por "demérito" avancem. Não seria lógico.
Penso que sem possibilidade de despedir, o que vai acontecer é que vamos todos ganhar menos, duma forma ou doutra. Começou com os cortes nos subsídios de férias e de Natal, seguir-se-ão outros cortes no ordenado. É a maneira mais fácil dos governantes, sejam os nacionais ou os locais, de contornarem esta questão.
Um Bom 2012 para todos, dentro do possível, é o que eu desejo.
Há por outro lado a hipótese de pessoas de fora ingressarem na UM via concursos para lugares do quadro (professores Associados e Catedráticos)o que faz com que seja ainda maior a despesa com salários. Onde vai a UM buscar dinheiro? Estima-se que o corte para o ensino superior tenha sido na ordem dos 10%. Já se veio acrescentar recentemente como imperativo da troika, que é necessário cortar no ensino superior mais 360 milhões. Onde se corta? Quando se consulta, uma das razões perversas, embora as intenções sejam boas, é a dos responsáveis não quererem tomar decisões impopulares sozinhos. E quando se pergunta como cortar nas despesas o que é que se responde? Para cortar é necessário obviamente cortar em pessoal, porque no resto já não há por onde cortar. Se esse é o caminho, esperamos que o reitor e CG vejam onde estão as gorduras em pessoal, incluindo os Serviços, e não só em pessoal docente, e façam-no duma maneira que não sejam sempre os mesmos a pagar, ou seja, aqueles que não têm padrinhos nos vários órgãos e unidades da UM.
Seria ótimo que não fosse necessário chegar a este ponto, mas para isso, seria necessário que mais alunos entrassem, o que não é provável, dada a escassez de jovens a distribuir por todas as Universidades. Além disso, os jovens na contextura actual pensam noutras opções, tais como emigrar ou arranjar emprego primeiro para só depois ingressar no ensino superior.
Outra hipótese é a de conseguir mais receitas com projectos e serviços para o exterior. No entanto, também se sabe que cada vez e mais difícil conseguir aprovação de projetos, porque a I&D também sofreu cortes. Os serviços para o exterior são difíceis de conseguir num contexto de crise, mesmo que os professores tivessem vocação para tal, o que não é o caso, salvo algumas excepções.
No antigo ECDU, quem não fizesse doutoramento tinha que sair. Havia sempre maneira de dar a volta, ou por passagem temporária a convidado, para depois ingressar novamente, ou por outra formas de aproveitamento de buracos na lei. A nomeação definitiva era algo que era praticamente automática. Com o RJIES procurou-se por alguma relevância na nomeação definitiva, mas em última instância cabe ainda aos professores catedráticos o ónus de dar um parecer positivo ou não o candidato. É uma responsabilidade muito grande para alguém que não tem necessariament funções diretivas, seja no departamento, seja no Centro de Investigação. Felizmente para a maioria dos professores, esta situação não se coloca porque já tinham passado antes da entrada em vigor do RJIES, uma vez que a UM já não é uma Universidade nova (ao contrário do que muitos ainda pensam).
Numa análise simplista, o RAD foi feito para permitir distinguir aqueles que merecem passar de escalão em primeiro lugar. Mas também prevê penalizar quem não atinge os mínimos, podendo até colocá-los na Mobilidade, ou seja no desemprego a médio prazo. No entanto, se as promoções nos escalões por mérito estão congeladas, também não é previsível que os "despedimentos" por "demérito" avancem. Não seria lógico.
Penso que sem possibilidade de despedir, o que vai acontecer é que vamos todos ganhar menos, duma forma ou doutra. Começou com os cortes nos subsídios de férias e de Natal, seguir-se-ão outros cortes no ordenado. É a maneira mais fácil dos governantes, sejam os nacionais ou os locais, de contornarem esta questão.
Um Bom 2012 para todos, dentro do possível, é o que eu desejo.
Domingo, Dezembro 25, 2011
O Natal dos hospitais
Todos os anos somos expostos ao programa Natal dos Hospitais, um programa em que artistas vários cantam para os doentes dos hospitais. Lembro-me quando era adolescente e a televisão estava a dar os primeiros passos, como este programa era seguido por muita gente porque tinha os melhores artistas portugueses. Passaram os anos e o que se nota é que os artista passaram a ser de segunda, com muita música pimba à mistura. Será que os doentes não merecem melhor? Já basta estarem doentes! Ocorre-me uma analogia que é a dos estadistas que em tempos zelavam pelos interesses dos povos. Nunca tivemos ninguém à altura de estadistas dos três maiores Países da Europa: um Churchill, e mais recentemente Margaret Thatcher, ou mesmo de um Miterrand ou de um Helmut Kholl. Mas tivemos, pelo menos no prestígio e na fama atingida a nível internacional, goste-se ou não do estadista, Mário Soares. Mesmo António Guterres e Jorge Sampaio foram reconhecidos internacionalmente ao ser-lhes atribuídos os mais altos cargos nas Nações Unidas uma instituição internacional de prestígio. Durão Barroso, à frente da Comissão Europeia, embora pouco tempo estivesse no Governo em Portugal, também é reconhecido internacionalmente pelo seu estatuto nesse lugar de elevado prestígio. Com eles seria mais difícil os poderosos “fazerem farinha” como diz o povo, algo que não se pode dizer de Passos Coelho em relação à sra. Merkle.
A analogia a que me referia é estando a economia "doente" quem temos de elevado nível para nos guiar por estes caminhos tortuosos e de futuro incerto? Artistas de segunda. Sem mencionar nomes, porque não os distingo no governo, são todos pobrezinhos de espírito, não havendo uma ideia, uma "tirada", uma diretiva que indique que alguém ficará para a história como os outros que mencionei ficaram, e ficarão (uns mais que outros). Só se for pelas piores razões, que sinceramente espero, e todos esperamos, que não aconteça.
Desejo a todos um Bom dia de Natal.
A analogia a que me referia é estando a economia "doente" quem temos de elevado nível para nos guiar por estes caminhos tortuosos e de futuro incerto? Artistas de segunda. Sem mencionar nomes, porque não os distingo no governo, são todos pobrezinhos de espírito, não havendo uma ideia, uma "tirada", uma diretiva que indique que alguém ficará para a história como os outros que mencionei ficaram, e ficarão (uns mais que outros). Só se for pelas piores razões, que sinceramente espero, e todos esperamos, que não aconteça.
Desejo a todos um Bom dia de Natal.
Domingo, Dezembro 18, 2011
Os estatutos da UM atrapalham a renovação de I&D?
Na sequência das opiniões manifestadas pelos grupos, e particularmente pelo grupo em que participei, ficaram por mencionar aqueles exemplos concretos que são específicos das áreas a que cada um dos membros pertence. No meu caso por exemplo, já disse aqui alguns exemplos que dizem respeito à Escola de Engenharia no que respeita a Departamentos. No que respeita a Centros de I&D penso que será mais no sentido de novas áreas que se devem orientar os nossos esforços. Áreas transversais como a Nanotecnologia são por demais evidentes como aquelas em que se devem congregar esforços e aproveitar a existência de diversos pequenos grupos em diversos departamentos e em diferentes Escolas, para se juntarem e desta forma conseguirem sinergias que doutra forma serão difíceis de atingir.
A Nanotecnologia é uma àrea emergente que tem sido descurada pela UM até há pouco tempo. Com a nomeação de um vice-reitor pro-activo neste sentido e de um pró-reitor com formação e especial apetência para esta área, o cenário mudou com particular relevo para cursos que arrancaram nesta área da nanotecnologia e com a participação da UM em projectos com outras entidades ligadas às Nanotecnologias, como o INL. Se não houver agora um movimento neste sentido, dificilmente haverá outro e perder-se-á o momento, que me parece propício.
Como os investigadores pertencem a Escolas diferentes, põe-se a questão dos estatutos da UM terem acomodado os centros dentro das Escolas, perdendo a flexibilidade que poderiam ter se não houvesse essa restrição. É altura talvez de rever esta e outras situações como esta, que deixam a UM amarrada de pés e mãos, muito por culpa de se ter entregue a elaboração dos estatutos da UM às Escolas, defendendo elas a incorporação dos Centros no seu seio.
A Nanotecnologia é uma àrea emergente que tem sido descurada pela UM até há pouco tempo. Com a nomeação de um vice-reitor pro-activo neste sentido e de um pró-reitor com formação e especial apetência para esta área, o cenário mudou com particular relevo para cursos que arrancaram nesta área da nanotecnologia e com a participação da UM em projectos com outras entidades ligadas às Nanotecnologias, como o INL. Se não houver agora um movimento neste sentido, dificilmente haverá outro e perder-se-á o momento, que me parece propício.
Como os investigadores pertencem a Escolas diferentes, põe-se a questão dos estatutos da UM terem acomodado os centros dentro das Escolas, perdendo a flexibilidade que poderiam ter se não houvesse essa restrição. É altura talvez de rever esta e outras situações como esta, que deixam a UM amarrada de pés e mãos, muito por culpa de se ter entregue a elaboração dos estatutos da UM às Escolas, defendendo elas a incorporação dos Centros no seu seio.
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Sexta-feira, Dezembro 09, 2011
A consulta em curso à comunidade académica da UM
Algumas notas ocorrem-me sobre a consulta à UM sobre a estratégia para o futuro da UM que está a decorrer até dia 14 deste mês.
A estratégia para a UM está a ser discutida por grupos escolhidos aleatoriamente. Estes grupos são constituídos por membros de diferentes departamentos e de diferentes Serviços. Este facto é positivo por ser uma garantia da abrangência do inquérito, mas pode também ser de difícil logística. No entanto, isto não é desculpa para os membros da Academia escolhidos não participarem naquilo que é uma oportunidade de transmitirem as suas ideias ao Conselho Geral para que este possa actuar de uma forma que pelo menos não vá contra o que a maoria defende. É a velha história dos referendos, com taxas de abstenção muito elevadas, por razões que não são evidentes. Os membros da UM têm que se mentalizar que se eles não se pronunciam outros o farão por eles, e que depois não poderão alegar que não foram consultados. Estão em causa grandes opções numa altura de crise e não se pode meter a cabeça na areia correndo-se o risco de se ser enterrado por ela.
A estratégia para a UM está a ser discutida por grupos escolhidos aleatoriamente. Estes grupos são constituídos por membros de diferentes departamentos e de diferentes Serviços. Este facto é positivo por ser uma garantia da abrangência do inquérito, mas pode também ser de difícil logística. No entanto, isto não é desculpa para os membros da Academia escolhidos não participarem naquilo que é uma oportunidade de transmitirem as suas ideias ao Conselho Geral para que este possa actuar de uma forma que pelo menos não vá contra o que a maoria defende. É a velha história dos referendos, com taxas de abstenção muito elevadas, por razões que não são evidentes. Os membros da UM têm que se mentalizar que se eles não se pronunciam outros o farão por eles, e que depois não poderão alegar que não foram consultados. Estão em causa grandes opções numa altura de crise e não se pode meter a cabeça na areia correndo-se o risco de se ser enterrado por ela.
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